quarta-feira, 3 de novembro de 2010

À Beira de uma Alma Caminhante

O corpo cresce, a mente divaga e o espírito esmorece.

As crenças de um ser que vive num mundo religioso começam, desde a sua infância por serem como metas, objectivos para o alcançar de uma terra prometida. No entanto, essas crenças, fés vão desaparecendo à medida que crescemos, vivemos, repartimos ideias e opiniões. O espírito começa a ficar cansado, perdendo a ideia de que uma terra prometida possa realmente existir. O corpo crescido, adulto acha a realidade cruel, mais do que uma bola de convicções religiosas que darão resposta às questões que nos perturbam. A mente, essa, já não é a mesma da sua infância. Transmutada pelas duras vivências que o mundo a obriga a ultrapassar. Essa, sente-se também cansada, com vontade de deixar de existir. E assim, torna-se difícil acreditar em quer que seja.

O mundo em que vivemos, a realidade onde habitamos, esse, torna-se obsoleto e nós, habituamo-nos a ele. E perante isso, nenhum espírito consegue continuar a viver sob crenças e ideias de um futuro diferente e quem sabe, melhor.

Ter fé é o que guia muitos de nós, mas sinceramente cada vez mais temos que nos agarrar a algo mais do que uma vontade abstracta. O problema é, saber realmente a quê nos dias que correm.

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